terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lançamento do E-Book: "Flagelo e Renascimento", de Laércio Braga.

Estou animado com as muitas possibilidades do ciberespaço... É tanta animação que, mais uma vez, ouso a lançar um novo livro no formato de E-Book e totalmente grátis download. Segue o link para você poder baixá-lo:



Capa: do próprio autor, utilizando tela de Cândido Portinari, Criança morta, 1944.
Nosso resumo: 
Discorre sobre a migração de nordestinos, especialmente cearenses, para o Estado do Pará, em tons de epopeia, tomando como base a história e a mentalidade da sertaneja Virginia Maria da Conceição e a sua jornada no início do século XX. Centra-se no  processo migratório em microescala, a partir da existência desta sertaneja, apresentando o cenário das grandes secas que atingiram o Nordeste brasileiro, o desencadeamento das migrações, as leis de imigração, os transportes marítimos, a cosmogonia da migrante nordestina, as vilas coloniais que recepcionavam os retirantes, com foco no processo adaptativo, na integração cultural, na resiliência e no exemplo de vida na formação de uma identidade local. A vida da sertaneja nos serve de parâmetro para outras experiências migratórias, pois se desloca no convívio social local cotidianamente, interagindo na simbiótica intenção de reconstruir-se e de recriar a experiência natal na terra adotiva. Assim, desde sua saída e de sua família do Estado do Ceará, refugiada de uma grande seca, viu seu intento de chegar à “terra prometida” abalado pela morte de toda a família, antes mesmo de pisar no solo paraense. Diante da desventura descomunal, a vida no desconhecido tinha que reprogramar-se, sem, contudo, macular a fé inabalável e a dignidade guardiã de sua conduta. Foi um exemplo de superação das adversidades impostas pela vida e pelas intempéries e, ao final desenvolve-se em um perfil local exemplar e notório, carregado de simplicidade.  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

D. PEDRO II, DO SEU EXÍLIO FRANCÊS, PENSAVA A REPÚBLICA




D. Pedro II aos 61 anos de idade
 em 1887.
Dentro das páginas de um caderno de capa dura, enviado ao hotel onde vivia em Cannes, foi colocado um texto constitucional  da República Federativa do Brasil, recortado de um jornal. O primeiro cometário do imperador deposto foi feito com letra trêmula e lápis preto: "(O país) não chegou ao grau de civilização preciso". O imperador falava isso, pois achava fundamental preservar a união indissolúvel das antigas províncias e depois sentenciava: "Assim seja! Prospere moral e fisicamente".
Do alto da minha pequenez não gosto do sistema republicano, nunca o entendi e jamais vou me acostumar, principalmente porque o que ele herdou de ruim da nossa colonização foi nada mais que corrupção que nos atinge mortalmente.

O imperador mostrava sua grandeza como homem quando torcia para que o sistema prosperasse, moral e civilizadamente. Concordo com ele, enquanto cidadão e católico.
Quando o imperador caiu estava enfraquecido, velho e ridicularizado em inúmeras charges como "Pedro Banana"... Um pouco de falta de respeito pelos velhos do lugar. A velhice entre nós não dói tanto quanto o preconceito em relação ao idoso. Parece que perdemos a identidade, já não nos tratam mais como o senhor fulano de tal, sicrano de tal. Não longe seremos tratados como o velho de tal... Havia também o arraigado sentimento machista de que a princesa herdeira, Isabel d'Orléans e Bragança pudesse assumir o trono como imperatriz, justamente por ser mulher. Diziam que poderia ser comandada pelo conde D'Eu, francês, seu marido. Não levavam em conta que a princesa já tinha assumido como regente ao trono em muitas ocasiões de viagens do imperador em busca constante pela erudição do conhecimento sobre fotografia, astronomia e outros avanços tecnológicos de então.
Pedro II por volta dos 32 anos
de idade, em 1858.
O imperador na verdade nasceu com o coração aprofundado de antiescravagismo, mas durante seu reinado não acumulou poder político suficiente para aboli-la. Foi preciso a regência de sua filha, princesa Isabel, depois que o país tinha se arrastado, por anos num debate interminável. Foi o último país da América a fazê-lo.
D. Pedro II em 1887, com aparência cansada,
 depois de 61 anos de trono.
A princesa Isabel, diante da perda do trono e do exílio chegou a afirmar que "tantas vezes fosse preciso assinaria a Lei Áurea". Não necessariamente com estas palavras, mas com a mesma convicção com que assinou a abolição. Não a toa a princesa Isabel concorre, por sua bonomia e cuidado religioso na prática cotidiana, à beatificação. Seria interessante tê-la como santa. Muitos historiadores, antes de surgirem algumas cartas da própria, chegaram a dizer que ela não tinha assinado a lei por convicção espontânea também. Acusavam-na de terem atirado os ex-escravos sem indenização nas ruas, mas Isabel pretendia muito mais para eles.
Um ponto a mais ao banido imperador Pedro II seria a sua recusa por uma pensão vitalícia, por seus serviços durante 49 anos de trono. Recusou, como muitas vezes em vida pegou parte de seus estipêndios e empregou em obras de caridade. No seu exílio vivia exatamente como vivia durante sua inúmeras viagens ao exterior, fazendo absolutamente as mesmas coisas que fazia antes. Nunca foi, assim como seu pai, D. Pedro I preso ao poder e às convenções simbológicas do cargo. Era um imperador desapegado, por assim dizer, aos bens materiais.
Na cidade do Porto, que guarda justa homenagem à Pedro IV (nosso D. pedro I) há uma estátua na praça em frente a um hotel que me hospedei. assim que vi a estátua, reconheci a figura de D. pedro I e a recepcionista do hotel, historiadora como eu, pôs-se a falar de nossos imperadores. Falar bem. Inclusive, deixou-me informado que, na catedral da cidade, está preservado o coração de nosso primeiro monarca. Falou-me também, que o coração estudado mais atualmente, está em perfeito estado de conservação e que, se o imperador não tivesse morrido da doença que o vitimou, teria morrido de enfarto, pois o coração estava "crescido". Notadamente sofria de "coração grande".
D. Pedro II, no leito de morte, num
hotel em Paris.
Nosso exilado imperador Pedro II, antes de sua morte no hotel em Paris, de pneumonia, dizem esteva por Chamberry (França), para tratar-se da pneumonia e em Aix-Les-Bains (França), por causa de suas termas e clima de montanha. São lugares próximos um do outro. Chambéry (em franco-provençal Chambèri) é uma comuna francesa, capital do departamento da Saboia, na região Rhône-Alpes. Lá nasceu Filipe II de Saboia em 05 de fevereiro de 1438. Em Aix-Les-Bains não dispensava as jogatinas do casino Local muito concorrido ainda hoje. Encontrei estas histórias em 2012, quando estive nestes lugares. Há uma revista francesa que fala disso, mas não tive como ter acesso a ela. Fiquei no relato dos amigos que lá residem.
Funerais de D. Pedro II na França,
com honras de Chefe de Estado.
Mas logo que deixou o país rumo ao exílio D. Pedro II teve dois baques: o primeiro foi a morte da Imperatriz Tereza Cristina, três semanas depois de chegar em Portugal, depois, no início de 1891 morreu a sua amiga mais íntima, a condessa de Barral. No exílio vivia às custas dos amigos, depois de ter recusado a pensão republicana. No exílio mantinha a rotina da realeza recebendo regularmente a vistas de nobres europeus e continuava cercado por uma corte, que o acompanhou no exílio. Morreu aos 5 de dezembro de 1891, recebendo honras de chefe de estado do governo francês. Apenas 30 anos depois seus restos mortais retornaram ao Brasil.

Bibliografia

REVISTA VEJA. Reportagem de Lucila Soares. 12 de julho, 2000, p. 84-87.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pequena dica de Paris

PEQUENA DICA DE PARIS

COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL AS PESSOAS SEMPRE ALMEJAM PARIS e eu quero ajudá-los a se decidirem... Lembrando que, vale a pena (no sentido literal classe média) conhecer a cidade, principalmente quando o desejo é formar curriculum e engrandecer o conhecimento cultural. Ano passado, no início do ano, guardei o comentário de um internauta, mas não lembro o nome, nem o link...
"Transformo em artigo um comentário do Eymard (Jose Eymard Loguercio: Advogado em Brasília), uma resposta dada a um jovem casal, sobre onde se hospedar em Paris. Grande conhecedor da capital, Eymard fez um resumo desta dúvida atroz: qual o melhor bairro parisiense?"
Eymar responde:
"Não há um lugar melhor para ficar em Paris, há lugares e interesses.
Pesquise. Pesquise muito. Viaje antes da viagem.
Há os que gostam da região do Etoile – região elegante, próxima do Arco do Triunfo e da avenida Champs Elysées. Há os que gostam do Marais, região movimentada, cheia de pequenos ateliês, bistrôs, gente jovem nas ruas ou da Bastille, que anda revigorada, área muito jovem e animada com o seu boulevard Beaumarchais se transformando em encontro dos descolados. Há os que ficam entre a Madeleine e Opera, um dos centros da gastronomia chic de Paris.  Há os apaixonados pela margem esquerda e a famosa Saint Germain,  região cheia de bistrôs, restos, charme das antigas. Há os que preferem o Quartier Latin por causa da proximidade do Jardim de Luxemburgo ou da Sorbone.  E ainda há os bairros mais afastados: Montparnasse, bairro tradicional com bons restaurantes e Montmartre, a região da boemia, dos cabarés e sex-shops (o Moulin Rouge está lá).
Eu acho (como já vi a Lina também falar aqui) que a região da Torre Eiffel e a de Montparnasse,  para um casal jovem, são paradas!
Portanto, se a preferência for a margem esquerda do Sena, eu apostaria em algum lugar entre Saint Germain e Quartier Latin.  Se a preferência recair sobre a margem direita, eu apostaria no Marais, na Bastille, na Madeleine/Opera ou Etoile.

Andem muito em Paris, mas não se esqueçam de escolher um hotel que tenha metrô por perto. Sempre ajuda em momentos de chuva e cansaço total após as longas caminhadas turísticas".
De fato, pude comprovar o efeito das caminhadas por Paris, sem sobra de dúvida, a cidade é muito bonita e elegante, mas... Quero dizer que preferi Londres, estou avaliando.