quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018


99% CONTRA 1%

Faz muito tempo estou afastado das postagens neste blog, mas nunca é tarde para retomarmos à pena e produzirmos, principalmente, quando estamos obstinados por respostas. Estamos certos de que, tal respostas, não mudarão em nada nossas vidas, mas deixam-nas com outro aspecto: tornar mais feliz nossa trajetória no mundo. Há de se ter um motivo para existirmos. Portanto, já no título do artigo, discutimos a questão 99% contra apenas 1%.
A questão dos 99% é absolutamente negativa. A questão do 1% é a almejada, a que desejamos seja verdadeira e absolutamente positiva. Complicado? Nem tanto. Parafraseando Caetano Veloso, na fabulosa música intitulada “Sampa”: “tu és o avesso do avesso do avesso do avesso”. Não é tanto uma metáfora para pontuar o diferente, mas em nós diz que somos resistentes, inconformados, vanguardistas enquanto ser comum na existência. Jamais nos conformamos com os nãos que nos chegam, apesar de aceita-los como parte do espetáculo da vida.
Quando me deparei com a possibilidade dos 99% negativos dentro da possibilidade daquilo que julgamos investigar como verdadeiro, rimos muito felizmente. Não pelo fato de aceitarmos os 99% como resultado final e nos conformarmos. Estranho não é mesmo? Estranho nada, temos 1% de chance e vamos nos concentrar nele. A única resposta negativa que esperamos é a possibilidade de 1% positiva, ademais, a investigação vai agregar muito mais conhecimento e redundar em muito mais empoderamento histórico e muitos outros resultados.
Retrato original de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, pintado
por Euclásio Penna Ventura, na segunda metade do século XVIII.

Bom, vamos a questão destas porcentagens díspares que surgiu em nossa última visita às cidades históricas do estado de Minas Gerais: Sabará, Ouro Preto, São João Del Rei, Mariana,  Congonhas do Campo, Diamantina, Tiradentes. Na terra dos Inconfidentes tivemos muito contato com o Barroco Mineiro e as fantásticas obras do português Manoel Francisco Lisboa e do mulato, seu filho, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho; das fantásticas pinturas com perspectivas do Mestre Ataíde.  Ficamos, evidentemente, fascinados com o conjunto arquitetônico das cidades mineiras e suas obras de arte. 
Foto colhida 26/01/2018 em Congonhas do Campo.

No terceiro dia, dentro dos 15 dias que tiramos, exclusivamente, para a visitação do patrimônio histórico mineiro, despertamos, como se ascendesse uma luz em nossa mente, para o fato do nome do Aleijadinho e seu pai português, Antônio Francisco Lisboa e Manoel Francisco Lisboa, respectivamente.  Acompanhando a atuação de guias pelas cidades que iam destrinchando dia a dia a vida desse ícone máximo do barroco no Brasil, despertamos para o fato que Aleijadinho era mulato e filho de uma preta forra de pronome Isabel. Seu pai, Manoel Francisco Lisboa era português, nascido nas imediações de Lisboa... Ora, meus ascendentes paternos, portugueses igualmente, eram do mesmo apelido Francisco, como o pai de Aleijadinho. Dissemos a uma amiga que nos acompanhava, em tom jocoso: “o Aleijadinho é meu parente!” Rimos. Como não rir diante de tal sentença? Mas não dissemos que era por descendência direta do Aleijadinho. Éramos parentes por parte do pai dele, em algum grau de ascendência. Nossos pentavós, nascidos no concelho de São Victor de Braga, Portugal chamavam-se Manoel Francisco e Mariana Francisca. Quando o filho destes passou ao Brasil, Domingos Francisco, adotou como complemento geográfico Braga, então, passou a atender como Domingos Francisco Braga. Bom, o pai do Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, adotou o Lisboa, por ter nascido na freguesia de Odivelas, pertencente a esta cidade. Em Portugal eram a família Francisco, como eram nossos pentavós.
https://www.bestnetleiloes.com/pt/leiloes/livros-e-varios-2/mapa-de-portugal-antigo
Mapa de Portugal antigo. Colorido à mão. 
Edição Mallet.Este mapa possibilita entender a
localização de Lisboa ao centro de Portugal
 e Lamego, a Norte. 

Caso resolvido? Não! Em breve pesquisa descobrimos o livro de Marcos Paulo de Souza Miranda, lançado na ocasião do bicentenário de Aleijadinho: “O Aleijadinho revelado - estudo histórico sobre Antônio Francisco Lisboa”. Belo Horizonte: Editora Fino Traço, 2014. Apressamo-nos em adquirir o exemplar. Foi-nos extremamente difícil, mas como trabalhamos as impossibilidades como desafios, as coisas fluem perfeitamente. No outro dia, como num passe de mágica, o livro estava em nossas mãos. Devoramo-lo imediatamente, entre uma visita e outra a cidade de Congonhas do Campo, cidade esta que tem maior conjunto escultórico do artista: além dos 12 profetas em pedra sabão temos 66 esculturas em cedro da via sacra. É para ficar impressionado e encantado. Defendemos as revelações de marcos Miranda, acerca da vida de Aleijadinho, pois ele nos apresenta a data de nascimento em 6 de junho de 1737, em detrimento de outras datas tidas como 1730 em meses de maio ou agosto. O menino provavelmente chamou-se Antônio – e essa é uma conjectura nossa – por ter nascido no mês dedicado a esse santo. Lembrem-se do mês junino e do dia de Santo Antônio celebrado no dia 13 de junho.
Livro escrito por Marcos Paulo de Souza Miranda.
lançado no bicentenário de Aleijadinho
(1814-2014).

Mas o livro trouxe as respostas certas? Não! Com pesar. Há ainda os 99% puxando nosso feliz 1% para o lado negativo. Vejamos: a cidade natal dos meus pentavós é Braga, que fica no norte de Portugal e o pai de Aleijadinho nasceu nas imediações de Lisboa, que fica ao centro. Então, qual a possibilidade de que, um Francisco nascido a norte seja parente de um outro Francisco nascido ao centro no século XVIII? 99% de nãos! Um horror. Mas o 1% nos diz que devemos ser perseverantes, pois o casamento dos avós de Aleijadinho, Manoel Francisco e Catarina Antunes em 1689 aconteceu nas imediações de Lamego, portanto, a norte. Eram praticamente vizinhos de nossos pentavós, Manoel Francisco e Mariana Francisca. Sem contar que, muitos emigrados para o Brasil vinham da região do Minho, a norte. No caso, os meus Franciscos emigraram, inicialmente, para Pernambuco (Nordeste) e os Franciscos de Aleijadinho para Minas Gerais (Sudeste). A particularidade é que foram em datas coincidentes, findas do séc. XVII para o séc. XVIII. Mas Francisco é um apelido comum na Portugal medieval, seja por serem daqueles descendentes dos Francos, que vieram do lugar que se tornou o estado França, seja pelas homenagens ao santo de Assis, São Francisco, nascido nos anos 1200.
Já podemos dizer que somos parente de Manoel Francisco Lisboa, o pai de Aleijadinho. Meu 1% de chance está garantido. Quem quiser contestar que faça as vezes de investigador histórico. Oferecemos o livro de nossa autoria para principiar um trabalho elucidatório: “Casa dos Braga de Brasil: freguesia de São Victor, arcebispado de Braga – recuperação de 400 anos de história familiar, 2015”.
Continuamos a investigação.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

COM QUEM VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FALANDO?

  A pergunta nos chega com um tom levemente ameaçador ou quem sabe, exageradamente. Quantas vezes, ao longo de nossas vidas, não ouvimos pessoas influentes, dentro da realidade que lhes cabem, usarem suas posições dentro da sociedade para intimidar pessoas ou influencia-las para obter vantagens? Sou do tempo da Ditadura militar. Quando nasci ela tinha apenas três aninhos de idade, mas uma abrangência influenciável bem maior que os efeitos de organização que ela mascarava no país. A Ditadura era um verdadeiro dragão de sete cabeças, ameaçador, arrasador e cuspidor de fogo. Quem era alienado e ventríloquo era imensamente feliz. 
Alegoria de cangaceiro a partir de pintura de Portinari
      Quando falo da realidade individual, refiro-me às ameaças acontecidas nos lugares mais inusitados: por assento na poltrona de um ônibus, no usufruto dos espaços públicos, concursos públicos, aluno ameaçando professora por ter as costas quentes, segurança pública apenas para quem tem proeminência, emprego e aposentadoria para quem não necessita... E por aí vai. Todas essas são algumas distorções que pudemos assistir ao longo de 47 anos de vida, justamente por parcelas ínfimas que exageram na influência.

Com quem você pensa que está falando? O pensar e o falar no sentido que me refiro não tem a mesma conotação de tráfico de influência e que tais. Trata-se do conhecimento histórico que diz respeito ao conhecimento histórico sobre seu nome de família. No meu caso, o clã Braga. Neste caso, e apenas neste caso, saber de quem se fala é ter certeza de sua origem, de sua trajetória no momento inicial da colonização portuguesa em nosso país até os dias atuais. Saber os caminhos de minha família pelo Brasil é muito mais significativo que qualquer tesouro. O meu castelo é meu nome através dos tempos!
Você que, inadvertidamente resolveu ler meu texto e viu nele algo interessante, sabe quem foram seus avós, seus bisavôs, seus trisavôs ou isso não é interessante? Muitas respostas, pelo que somos hoje, podem ser saciadas mediante o conhecimento cultural sobre nossa família. O modo, o agir, o falar, pode ter uma resposta no sentido cultural linear da família a que se pertence. Saber de si mesmo e de sua família é ter a certeza do pertencimento, e da continuação do que foi significativo e das permanências com as roupagens das novas mentalidades.

Brasão da família Braga, mas será que posso usá-lo
 como brasão próprio? Será que sou descendente de Gonçalo Esteves de Braga, que fundou a família Braga em 1269?

Nosso fenótipo é ser branco, às vezes de olhos claros, às vezes de cabelos castanhos, às vezes pardos... Nem tudo é tão linear, tampouco ao pé da letra. Às vezes somos mais morenos, com olhos negros, cabelos encaracolados. Somos a mestiçagem própria do país, da pátria amada Brasil. O que temos de único e exclusivo é nosso nome: Braga. Geralmente, a posição social define o orgulho familiar, como se o fato de ser rico colocasse o nome na maior referência. Se tal família for emergente, nem se fala dos despropósitos do seu posicionamento diante da sociedade a que ela se apresenta, salientando mais a aparência que o conhecimento em torno de sua própria existência. Conhecimento para mim é mais importante que qualquer outra coisa venal.
Vovô Octavio Braga, nascido em 1909,
 no Estado do Ceará, militar, lavrador
 e dono de farmácia na década de 60.

Antes de mim, meu pai, antes do meu pai, meu avô, antes do meu avô, meu Bisavô bis (dois) - segundo avô... Seguem: Trisavô tri (três) - terceiro avô; Tetravô ou Tataravô tetra (quatro) - quarto avô; Quinto avô no lugar de pentavô; Sexto avô no lugar de hexavô; Sétimo avô no lugar de heptavô; Oitavo avô no lugar de octavô; Nono avô no lugar de nonavô; Décimo avô no lugar de decavô. Por hora me contento com os primeiros imigrantes (hexavós) chegados de Portugal, da freguesia de São Victor, arcebispado de Braga que chegaram ainda nos 1700, no Estado do Ceará. Saber nomes e datas ao longo dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX e XX é quase como poder exibir um diamante lapidado. É uma conquista! 400 anos de história familiar não é pouco.
Não é raro encomendas de pesquisas que esclareçam uma origem familiar que saliente tratar-se de nobres, e nesta, descobrir personagens com titulações conseguidas de maneira exemplar. Quando relaciono os feitos heroicos de um antepassado, na minha árvore genealógica, digo que eu mesmo sou a personificação daquele nome hoje. E, se formos buscar do momento da colonização do Brasil até hoje, provavelmente encontraremos algum personagem que mereça um destaque, enfatizando que, na atualidade, descender de um escravo não é nenhum demérito, muito pelo contrário.
A história de uma família seja ela acontecida nas senzalas ou nas casas grandes têm a mesma importância, no sentido da sobrevivência e das permanências, com relativização, tradição, orgulho e fundamentação. Valbarbalho apud em Geneall (2014) esclarece para a família Furtado de Mendonça um ponto da busca por nobreza:
(...) Não pensem que estou mencionando as nossas origens nobres porque considere isso algum privilegio. A verdade eh que, com a capacidade reprodutiva que Deus Concedeu ao ser humano, o provável eh que todos tenhamos muitos ramos ascendentes, descendentes da nobreza. E se alertarmos para o fato de que tem os indígenas e os africanos tinham suas nobrezas, nos somos triplo-nobre-descendentes. Isso eh um privilegio que compartilhamos com todos. Mas este não eh um assunto que deverá excitar os neurônios dos Furtado de Mendonca, por agora. A menos que também descubram que são Pimenta de Carvalho (não paginado).

Tudo bem, eu também sou da família Furtado de Mendonça. O que me alimenta na verdade é a história. Neste sentido, o conhecimento é minha maior titulação. Se eu conheço minha trajetória eu tenho tudo que é importante para minha permanência.

Francisco Xavier de Mendonça Furtado que
foi todo poderoso governador do Pará,  irmão
 do Marquês de Pombal e fundador de Macapá.

Então, agora quando eu sentenciar, “com quem você pensa que está falando?” eu quero apenas deixar claro que sei mesmo da minha origem e os nomes da minha originalidade. Esse é o meu tesouro maior, sem contar às proeminências que tenho a destacar nesta trajetória histórica, mas por hora, ficamos aqui.


terça-feira, 4 de março de 2014

HOLOGRAFIA E INTERATIVIDADE: o novo álbum de família

Desde criança eu imaginava a holografia como um suporte 3D, sem a dimensão do que era realmente a tecnologia. Então, pensei que a imagem holográfica poderia ser interativa e guardar, principalmente, a imagem dos ente-queridos já partidos. Me imaginava conversando com os meus avós sobre aspectos das suas vidas, como se conversasse com um fantasma digital.
Eu perguntaria pra imagem holográfica quem seria ela e ela responderia no tempo da pergunta, principalmente, responderia uma gama de inquirições com um banco de dados incríveis. No filme Avatar podemos ter uma síntese do que as Tecnologias Digitais poderiam nos favorecer. Seria uma forma de matar as saudades e amenizar as perdas normais da vida. seria o novo álbum fotográfico, de uma forma muito mais avançada.
A holografia foi concebida teoricamente em 1948 pelo húngaro Dennis Gabor, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1971, e executada pela primeira vez somente nos anos 60, após a invenção do laser. Além de servir como forma de registro de imagens ela também é utilizada pela Física como uma sofisticada técnica para análise de materiais e armazenamento de dados.
O nome Holografia vem do grego holos (todo, inteiro) e graphos (sinal, escrita), pois é um método de registo "integral" da informação com relevo e profundidade.
Foto que mostra uma projeção holográfica mais
 aproximada da realidade pretendida. Créditos fotografia:
http://www.mobilidadetudo.com/category/hologramas



Este conceito de registro "total", no qual cada parte possui a informações do todo, é utilizado em outras áreas, como na Neurologia, na Neuro-fisiologia e na Neuro-psicologia, para explicar como o cérebro armazena as informações ou como a nossa memória funciona. Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo holograma completo. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo restrito. A comparação pode ser feita com uma janela: se a cobrirmos, deixando um pequeno buraco na cobertura, permitiremos a um espectador continuar a observar a paisagem do outro lado. Porém, por conta do buraco, de um ângulo muito restrito; mas ainda se conseguirá ver a paisagem.
O termo holografia também é conhecido por holograma, que quer dizer "registro inteiro" ou "registro integral".
Mas podemos ampliar o termo holografia para algo muito mais interessante como, aliás, temos observado nos últimos tempos tecnológicos.

Método de Dennis Gabor


Esquema da geração de uma holografia
Este método usa lentes para abrir os raios e assim iluminar propriamente o objecto. Divide-se o laser em dois feixes por meio de um espelho que reflete apenas parcialmente a luz. O primeiro raio ilumina o objecto e faz sua imagem chegar ao filme fotográfico; o outro é direcionado por um segundo espelho e incide diretamente sobre o filme. Há então um cruzamento dos dois raios sobre a superfície do filme (aquele com a imagem do objecto e o que atingiu diretamente) fazendo com que as ondas de luz interfiram umas nas outras. Onde as cristas das ondas se encontram, forma-se luz mais intensa; onde uma crista de um feixe encontra o intervalo de onda de outro, forma-se uma região escura. Esta sobreposição é possível porque o laser se propaga através de ondas paralelas e igualmente espaçadas. O resultado é codificação da luz que atingia o objecto resultando em uma imagem tridimensional que reproduz o objecto fielmente. Porém ela só é vista quando se ilumina este filme com um laser. Para que esta imagem seja vista com a luz branca normal é preciso fazer todo processo novamente, só que desta vez substituindo o objecto pelo filme que já contém a imagem holográfica. Assim, coloca-se o filme exposto e revelado no lugar do objecto a ser holografado e um outro filme virgem que receberá a imagem através dos dois feixes. O resultado é um holograma visível sob a luz branca. Na verdade, pode-se considerar a holografia como uma "reconstrução luminosa do objecto" em três dimensões. A técnica de Gabor foi aperfeiçoada ao longo do tempo por outros cientistas como Stephen Benton, o que permitiu uma difusão da holografia fazendo com que fosse utilizada em diversas áreas. Os hologramas podem ser reproduzidos em película fotográfica, películas plásticas especiais ou em poliéster metalizado (hologramas impressos).
Mas ela como imagem tridimensional e interativa representa muito mais porque, também, pode ser um método educacional capaz de uma maior assimilação, uma vez que os próprios personagens históricos falariam, dos seus feitos, interagindo com seu interlocutor.
No vídeo a seguir, você pode assistir a fotografia do meu avô (1909-1982) interagir com meu sobrinho Loui. O vídeo só oferece a ideia do que pode ser realizado, as imagens não correspondem de fato ao pretendido. A imagem deve ter uma proporção 3D. O que se imagina é que a imagem holográfica possibilite uma saudação e se permita responder perguntas eventualmente feitas pelo interlocutor, tais como: "quem é você?"; "quando você nasceu?"; "em que você trabalhou?"; "o que eu sou para você?"... Entre outras perguntas e respostas.

Áreas de utilização


A holografia é usada dentro da pesquisa científica no estudo de materiais, desenvolvimento de instrumentos ópticos, criação de redes de difração entre outras. Na área da indústria tem aplicações no controle de qualidade de materiais, armazenamento de informação e na segurança (vide textos abaixo). A holografia também é utilizada na área da comunicação como um "display" de alto impacto visual comercialmente usado como elemento promocional em pontos-de-venda, estandes, museus, exposições, etc.
Já nas artes visuais diversos artistas trabalham a holografia como uma forma de expressão.
Os pioneiros da holografia no Brasil foram o Prof. José Lunazzi, da UNICAMP, o artista plástico e videomaker Moysés Baumstein e Fernando Catta-Preta. Baumstein produziu mais de 200 hologramas comerciais para empresas, instituições e agências de promoção, além de inúmeras holografias artísticas.
Juntaríamos o útil ao agradável, o didático interativo, veracidade e convencimento. É o futuro presente e possível.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Título Original: Avatar./ Origem: Estados Unidos, 2009. / Direção: James Cameron. / Roteiro: James Cameron. / Produção: James Cameron e Jon Landau. / Fotografia: Mauro Fiore e Vince Pace. / Edição: John Refoua e Stephen E. Rivkin. / Música: James Horner.
Olhar Digital: Hologramas: essa moda vai pegar!  http://olhardigital.uol.com.br/video/hologramas-essa-moda-vai-pegar/27142

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lançamento do E-Book: "Flagelo e Renascimento", de Laércio Braga.

Estou animado com as muitas possibilidades do ciberespaço... É tanta animação que, mais uma vez, ouso a lançar um novo livro no formato de E-Book e totalmente grátis download. Segue o link para você poder baixá-lo:



Capa: do próprio autor, utilizando tela de Cândido Portinari, Criança morta, 1944.
Nosso resumo: 
Discorre sobre a migração de nordestinos, especialmente cearenses, para o Estado do Pará, em tons de epopeia, tomando como base a história e a mentalidade da sertaneja Virginia Maria da Conceição e a sua jornada no início do século XX. Centra-se no  processo migratório em microescala, a partir da existência desta sertaneja, apresentando o cenário das grandes secas que atingiram o Nordeste brasileiro, o desencadeamento das migrações, as leis de imigração, os transportes marítimos, a cosmogonia da migrante nordestina, as vilas coloniais que recepcionavam os retirantes, com foco no processo adaptativo, na integração cultural, na resiliência e no exemplo de vida na formação de uma identidade local. A vida da sertaneja nos serve de parâmetro para outras experiências migratórias, pois se desloca no convívio social local cotidianamente, interagindo na simbiótica intenção de reconstruir-se e de recriar a experiência natal na terra adotiva. Assim, desde sua saída e de sua família do Estado do Ceará, refugiada de uma grande seca, viu seu intento de chegar à “terra prometida” abalado pela morte de toda a família, antes mesmo de pisar no solo paraense. Diante da desventura descomunal, a vida no desconhecido tinha que reprogramar-se, sem, contudo, macular a fé inabalável e a dignidade guardiã de sua conduta. Foi um exemplo de superação das adversidades impostas pela vida e pelas intempéries e, ao final desenvolve-se em um perfil local exemplar e notório, carregado de simplicidade.  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

D. PEDRO II, DO SEU EXÍLIO FRANCÊS, PENSAVA A REPÚBLICA




D. Pedro II aos 61 anos de idade
 em 1887.
Dentro das páginas de um caderno de capa dura, enviado ao hotel onde vivia em Cannes, foi colocado um texto constitucional  da República Federativa do Brasil, recortado de um jornal. O primeiro cometário do imperador deposto foi feito com letra trêmula e lápis preto: "(O país) não chegou ao grau de civilização preciso". O imperador falava isso, pois achava fundamental preservar a união indissolúvel das antigas províncias e depois sentenciava: "Assim seja! Prospere moral e fisicamente".
Do alto da minha pequenez não gosto do sistema republicano, nunca o entendi e jamais vou me acostumar, principalmente porque o que ele herdou de ruim da nossa colonização foi nada mais que corrupção que nos atinge mortalmente.

O imperador mostrava sua grandeza como homem quando torcia para que o sistema prosperasse, moral e civilizadamente. Concordo com ele, enquanto cidadão e católico.
Quando o imperador caiu estava enfraquecido, velho e ridicularizado em inúmeras charges como "Pedro Banana"... Um pouco de falta de respeito pelos velhos do lugar. A velhice entre nós não dói tanto quanto o preconceito em relação ao idoso. Parece que perdemos a identidade, já não nos tratam mais como o senhor fulano de tal, sicrano de tal. Não longe seremos tratados como o velho de tal... Havia também o arraigado sentimento machista de que a princesa herdeira, Isabel d'Orléans e Bragança pudesse assumir o trono como imperatriz, justamente por ser mulher. Diziam que poderia ser comandada pelo conde D'Eu, francês, seu marido. Não levavam em conta que a princesa já tinha assumido como regente ao trono em muitas ocasiões de viagens do imperador em busca constante pela erudição do conhecimento sobre fotografia, astronomia e outros avanços tecnológicos de então.
Pedro II por volta dos 32 anos
de idade, em 1858.
O imperador na verdade nasceu com o coração aprofundado de antiescravagismo, mas durante seu reinado não acumulou poder político suficiente para aboli-la. Foi preciso a regência de sua filha, princesa Isabel, depois que o país tinha se arrastado, por anos num debate interminável. Foi o último país da América a fazê-lo.
D. Pedro II em 1887, com aparência cansada,
 depois de 61 anos de trono.
A princesa Isabel, diante da perda do trono e do exílio chegou a afirmar que "tantas vezes fosse preciso assinaria a Lei Áurea". Não necessariamente com estas palavras, mas com a mesma convicção com que assinou a abolição. Não a toa a princesa Isabel concorre, por sua bonomia e cuidado religioso na prática cotidiana, à beatificação. Seria interessante tê-la como santa. Muitos historiadores, antes de surgirem algumas cartas da própria, chegaram a dizer que ela não tinha assinado a lei por convicção espontânea também. Acusavam-na de terem atirado os ex-escravos sem indenização nas ruas, mas Isabel pretendia muito mais para eles.
Um ponto a mais ao banido imperador Pedro II seria a sua recusa por uma pensão vitalícia, por seus serviços durante 49 anos de trono. Recusou, como muitas vezes em vida pegou parte de seus estipêndios e empregou em obras de caridade. No seu exílio vivia exatamente como vivia durante sua inúmeras viagens ao exterior, fazendo absolutamente as mesmas coisas que fazia antes. Nunca foi, assim como seu pai, D. Pedro I preso ao poder e às convenções simbológicas do cargo. Era um imperador desapegado, por assim dizer, aos bens materiais.
Na cidade do Porto, que guarda justa homenagem à Pedro IV (nosso D. pedro I) há uma estátua na praça em frente a um hotel que me hospedei. assim que vi a estátua, reconheci a figura de D. pedro I e a recepcionista do hotel, historiadora como eu, pôs-se a falar de nossos imperadores. Falar bem. Inclusive, deixou-me informado que, na catedral da cidade, está preservado o coração de nosso primeiro monarca. Falou-me também, que o coração estudado mais atualmente, está em perfeito estado de conservação e que, se o imperador não tivesse morrido da doença que o vitimou, teria morrido de enfarto, pois o coração estava "crescido". Notadamente sofria de "coração grande".
D. Pedro II, no leito de morte, num
hotel em Paris.
Nosso exilado imperador Pedro II, antes de sua morte no hotel em Paris, de pneumonia, dizem esteva por Chamberry (França), para tratar-se da pneumonia e em Aix-Les-Bains (França), por causa de suas termas e clima de montanha. São lugares próximos um do outro. Chambéry (em franco-provençal Chambèri) é uma comuna francesa, capital do departamento da Saboia, na região Rhône-Alpes. Lá nasceu Filipe II de Saboia em 05 de fevereiro de 1438. Em Aix-Les-Bains não dispensava as jogatinas do casino Local muito concorrido ainda hoje. Encontrei estas histórias em 2012, quando estive nestes lugares. Há uma revista francesa que fala disso, mas não tive como ter acesso a ela. Fiquei no relato dos amigos que lá residem.
Funerais de D. Pedro II na França,
com honras de Chefe de Estado.
Mas logo que deixou o país rumo ao exílio D. Pedro II teve dois baques: o primeiro foi a morte da Imperatriz Tereza Cristina, três semanas depois de chegar em Portugal, depois, no início de 1891 morreu a sua amiga mais íntima, a condessa de Barral. No exílio vivia às custas dos amigos, depois de ter recusado a pensão republicana. No exílio mantinha a rotina da realeza recebendo regularmente a vistas de nobres europeus e continuava cercado por uma corte, que o acompanhou no exílio. Morreu aos 5 de dezembro de 1891, recebendo honras de chefe de estado do governo francês. Apenas 30 anos depois seus restos mortais retornaram ao Brasil.

Bibliografia

REVISTA VEJA. Reportagem de Lucila Soares. 12 de julho, 2000, p. 84-87.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pequena dica de Paris

PEQUENA DICA DE PARIS

COM O CRESCIMENTO ECONÔMICO DO BRASIL AS PESSOAS SEMPRE ALMEJAM PARIS e eu quero ajudá-los a se decidirem... Lembrando que, vale a pena (no sentido literal classe média) conhecer a cidade, principalmente quando o desejo é formar curriculum e engrandecer o conhecimento cultural. Ano passado, no início do ano, guardei o comentário de um internauta, mas não lembro o nome, nem o link...
"Transformo em artigo um comentário do Eymard (Jose Eymard Loguercio: Advogado em Brasília), uma resposta dada a um jovem casal, sobre onde se hospedar em Paris. Grande conhecedor da capital, Eymard fez um resumo desta dúvida atroz: qual o melhor bairro parisiense?"
Eymar responde:
"Não há um lugar melhor para ficar em Paris, há lugares e interesses.
Pesquise. Pesquise muito. Viaje antes da viagem.
Há os que gostam da região do Etoile – região elegante, próxima do Arco do Triunfo e da avenida Champs Elysées. Há os que gostam do Marais, região movimentada, cheia de pequenos ateliês, bistrôs, gente jovem nas ruas ou da Bastille, que anda revigorada, área muito jovem e animada com o seu boulevard Beaumarchais se transformando em encontro dos descolados. Há os que ficam entre a Madeleine e Opera, um dos centros da gastronomia chic de Paris.  Há os apaixonados pela margem esquerda e a famosa Saint Germain,  região cheia de bistrôs, restos, charme das antigas. Há os que preferem o Quartier Latin por causa da proximidade do Jardim de Luxemburgo ou da Sorbone.  E ainda há os bairros mais afastados: Montparnasse, bairro tradicional com bons restaurantes e Montmartre, a região da boemia, dos cabarés e sex-shops (o Moulin Rouge está lá).
Eu acho (como já vi a Lina também falar aqui) que a região da Torre Eiffel e a de Montparnasse,  para um casal jovem, são paradas!
Portanto, se a preferência for a margem esquerda do Sena, eu apostaria em algum lugar entre Saint Germain e Quartier Latin.  Se a preferência recair sobre a margem direita, eu apostaria no Marais, na Bastille, na Madeleine/Opera ou Etoile.

Andem muito em Paris, mas não se esqueçam de escolher um hotel que tenha metrô por perto. Sempre ajuda em momentos de chuva e cansaço total após as longas caminhadas turísticas".
De fato, pude comprovar o efeito das caminhadas por Paris, sem sobra de dúvida, a cidade é muito bonita e elegante, mas... Quero dizer que preferi Londres, estou avaliando.