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| Capa: do próprio autor, utilizando tela de Cândido Portinari, Criança morta, 1944. |
Nosso resumo:
Discorre
sobre a migração de nordestinos, especialmente cearenses, para o Estado do
Pará, em tons de epopeia, tomando como base a história e a mentalidade da
sertaneja Virginia Maria da Conceição e a sua jornada no início do século XX.
Centra-se no processo migratório em
microescala, a partir da existência desta sertaneja, apresentando o cenário das
grandes secas que atingiram o Nordeste brasileiro, o desencadeamento das
migrações, as leis de imigração, os transportes marítimos, a cosmogonia da
migrante nordestina, as vilas coloniais que recepcionavam os retirantes, com
foco no processo adaptativo, na integração cultural, na resiliência e no
exemplo de vida na formação de uma identidade local. A vida da sertaneja nos
serve de parâmetro para outras experiências migratórias, pois se desloca no
convívio social local cotidianamente, interagindo na simbiótica intenção de
reconstruir-se e de recriar a experiência natal na terra adotiva. Assim, desde
sua saída e de sua família do Estado do Ceará, refugiada de uma grande seca,
viu seu intento de chegar à “terra prometida” abalado pela morte de toda a
família, antes mesmo de pisar no solo paraense. Diante da desventura
descomunal, a vida no desconhecido tinha que reprogramar-se, sem, contudo,
macular a fé inabalável e a dignidade guardiã de sua conduta. Foi um exemplo
de superação das adversidades impostas pela vida e pelas intempéries e, ao
final desenvolve-se em um perfil local exemplar e notório, carregado de
simplicidade.

Parabéns Laércio Braga e obrigado por mais um presente literário. Abcs.
ResponderExcluirmuito bom, esses retirantes são guerreiros em busca de uma esperança.
ResponderExcluirmuito bom mesmo, gostei muito, nos faz refletir avida atual que muitos almeja te-la.